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Nota prévia: não conheço pessoalmente o Ricardo Costa e tenho por ele alguma simpatia. Parece-me (ou parecia-me) um tipo interessante, boa onda, já me cruzei com ele em diversas ocasiões (exposições, concertos, etc.) e temos gostos em comum.

 

Eu sigo a página Os Truques da Imprensa Portuguesa e gosto.

Tenho as minhas reservas, como tenho em relação a tudo, mas gosto.

É evidente que terão as suas preferências mas já lhes li posts em que desmontavam ou denunciavam notícias falsas (ou manipuladas) e títulos abusivos sobre economia, política nacional e politica internacional, questões de saúde, discursos do Papa, polémicas do desporto, figuras do showbiz, publicidade encapuçada, abuso do clickbait, etc.

Não há tema que considerem menor; até sobre umas não-notícias de um suposto concursos de ruas bonitas se deram ao trabalho de escrever, só para desmontar um esquema manhoso com notícias inventadas para sacar likes e partilhas.

Parece-me que o que os move é sobretudo a exigência – querem ajudar a cultivar o espírito crítico entre os consumidores de notícias e mostrar que nem tudo o que lemos é exactamente aquilo que parece.

Se eles têm uma “agenda”, há alguém que não a tenha?

 

Qualquer jornalista digno desse nome ficaria feliz com o aparecimento de um projecto como este d’Os Truques da Imprensa Portuguesa porque cultivam a exigência e desmascaram alguns sensacionalismos e manipulações bem como partilhas sem critério nem consulta de fontes que minam a credibilidade do verdadeiro jornalismo.

Qualquer responsável por um projecto editorial sério ficaria também feliz por ver alguém a ser exigente com as publicações do “seu” jornal e a desmascarar de forma crítica a sua concorrência.

 

Aparentemente (e estranhamente) não é o caso de Ricardo Costa.

Ricardo Costa tem naturalmente o direito de não gostar da página dos Truques da Imprensa Portuguesa

Mas a forma como reagiu no twitter, colando-os a Donald Trump, a Steve Bannon ou ao Ku Klux Klan, com referências à inquisição, à PIDE ou à Stasi, enfim... revelam um homem que perdeu a cabeça mas também perdeu a educação, a decência, a medida das proporções e a mais pequena noção da realidade.

 

Há poucas semanas Ricardo Costa escreveu na sua coluna no Expresso que José Eduardo dos Santos tinha conseguido a paz e a democracia para Angola.

Ricardo Costa, jornalista e director-geral de informação do grupo Impresa, acha que um país sem eleições há décadas, sem televisão e sem jornais independentes e onde se pode ir preso por ler um livro é, de alguma forma, uma democracia.

Mas também acha que uma página de facebook que pede mais rigor à comunicação social, apresentando casos concretos de notícias duvidosas e as suas fontes (ou falta delas), é uma ameaça fascizóide.

Hum... eu acho que Ricardo Costa não está bem.

Pela simpatia que tenho por ele, espero que não seja grave.

Talvez sejam só gases...

Os traques da imprensa portuguesa.jpg

P.S. Quanto ao facto de Ricardo Costa usar, em tom de ameaça, informação pessoal entregue pelos próprios gestores da página a colaboradores seus sob promessa de sigilo, o comportamento é tão indigno de um jornalista que não me vou alongar para não acidificar o meu metabolismo...

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publicado às 18:45

Este é capaz de ser o meu provérbio favorito e vem a propósito de dois acontecimentos recentes.

Sim, Donald Trump tinha razão: passou-se “algo” com a Suécia.

Foi com a Suécia mas não foi na Suécia, foi no Irão.

A Suécia orgulha-se de ter o primeiro governo feminista do mundo mas quando em meados deste mês a Ministra do Comércio visitou o Irão, foi de cabecinha baixa e convenientemente coberta com o hijab - ela e a restante delegação de senhoritas muito feministas mas cheias de respeitinho.

Swedens-walk-of-shame.jpg

Apesar de as activistas Iranianas pedirem às dignatárias estrangeiras para não se sujeitarem a esta humilhação e apoiarem os esforços das mulheres Iranianas a mudar as mentalidades do seu País, as auto proclamadas feministas suecas marimbaram-se para a sua própria dignidade e fizeram o frete às autoridades Iranianas.

Depois de Michelle Obama ter dado nas vistas por ter ido em visita oficial à Arábia Saudita (o mais conservador dos países islâmicos) e se ter portado como uma mulher, ficámos a saber que no passado até a Laura Bush (que supostamente é conservadora) foi de cabeça descoberta. E a lista inclui a Hilary Clinton, a Condoleza Rice ou a Ministra da Defesa Alemã.

Não consigo imaginar o que terá levado uma delegação Sueca de mulheres a sujeitar-se a este walk of shame, ainda por cima quando se afirmam feministas.

 

Hoje ficámos a saber que a candidata às presidenciais em França, Marine Le Pen, está de visita ao Líbano e recusou-se a usar o véu.

Encontrou-se com quem a quis receber nestas condições, incluindo vários líderes religiosos.

Entretanto o Grande Mufti de Beirute fez saber que um encontro entre os dois implicaria essa “condição" (o uso obrigatório do véu) e a candidata “pediu para transmitirem ao Grande Mufti os seus respeitos.

E o encontro foi cancelado.

 

Estranho mundo este onde uma francesa apelidada de "extrema direita" dá lições de moral e de dignidade a umas suecas apelidadas de feministas.

Nunca imaginei que um dia escreveria umas linhas elogiosas para um membro da família Le Pen. Aconteceu hoje...

Bom, e agora se não se importam vou mandar um mail à NASA a perguntar se precisam de voluntários para expedições espaciais prolongadas - este planeta está a ficar demasiado estranho...

 

P.S.

Perdon my french... mas espero que a delegação das feministas suecas tenha feito bons negócios e assinado bons contratos com esta visita de Estado - é que não há nada mais triste do que uma puta barata.

 

À parte disso, enquanto escrevia isto apaixonei-me por esta miúda...

 

 

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publicado às 18:35

Vila das Cores é um livro do Bruno Magina com uma história e um propósito.
A história acompanha a chegada à Vila das Cores da “Família Violeta”, uma família diferente do habitual porque tem dois pais e as suas duas crianças adoptadas.
O propósito é falar aos miúdos da importância de aceitar o “outro” com as suas diferenças e acolhê-lo sem preconceito.
Mas o mais engraçado é que enquanto eu contextualizava a história ao Zé, ele desinteressava-se das minhas explicações.
A verdade é que para uma criança de 7 anos que não seja educada com base no ódio e no preconceito, respeitar uma família diferente é algo tão natural que nem carece de explicação ou justificação.
O Zé achou o livro normal e não percebeu muito bem porque é que eu estava para ali a chateá-lo com a “moral da história”.

Vila_das_cores.jpg

O livro é giro, o propósito é nobre e é uma boa ferramenta para falar de temas como a diferença e a aceitação.
Fica a dica...

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publicado às 14:10

Agora anda-se muito melhor a pé em Lisboa.

Com passeios mais largos e desimpedidos é um verdadeiro espetáculo (como se vê nesta foto da Av. da Liberdade).

Para quem anda com filhos e carrinhos de bebé este tipo de intervenção ajuda imenso.

Avenida da Liberdade.jpeg

Mas imagino que especialmente para os cegos (como o retratado no mupi) este moderno mobiliário urbano seja um verdadeiro deleite.

Obrigado a quem pensou nisto.

 

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publicado às 09:52

Ora então sejam muito bem-vindos à última polémica parva.

 

Vamos aos factos:

1 – o Valter Hugo Mãe escreveu um livro;

2 – o Ministério da Educação incluiu esse livro no Plano Nacional de Leitura do 3º ciclo;

3 – uns pais não gostaram devido ao conteúdo de 2 ou 3 parágrafos e protestaram;

4 – o Ministério reconheceu que tinha sido um erro informático e que afinal o que pretendiam era recomendar o livro para o PNL do liceu e não para o 3º ciclo.

 

Fixe, ficou assim tudo resolvido.

Mas acabou a polémica?

Ehhhh... não.

 

Parece que algumas pessoas querem brincar à indignação durante mais uns dias e para isso fingem-se muito maçadas pelo facto de alguns pais terem protestado com a inclusão do livro no Plano Nacional de Leitura do 3º ciclo.

Como se os pais não tivessem legitimidade para opinar sobre a educação que é dada nas escolas aos seus próprios filhos, sobretudo quando têm 12 ou 13 anos.

Um dos argumentos mais fofos (chamemos-lhe assim) vai buscar a recordação das suas leituras da adolescência, do Christiane F aos Trópicos do Henry Miller, passando pelas piadinhas sobre as páginas coladas da Gina... 

O argumento é: como esses papás não ficaram traumatizados com essas leituras precoces (mal seria...), alega-se que não há necessidade de adequar conteúdos à idade e à maturidade das crianças.

Como se nas restantes disciplinas da escola não se enquadrasse a complexidade das matérias em função da idade dos alunos.

E depois, como é evidente, cola-se um rótulo de conservador ou falso moralista a todos os pais que acham que cada criança tem a sua maturidade e que deve ler o que for mais ajustado à sua idade, pelo menos quando tem o selo de “conselho” do Plano Nacional de Leitura.

 

Como é evidente os miúdos vão sempre ler coisas às escondidas.

Pela minha parte até conto comprar daqui a uns tempos um livro da Anais Nin e deixá-lo “esquecido” numa mesa qualquer para que as minhas filhas o possam ler, naturalmente às escondidas.

 

É claro que é uma absoluta aberração pretender avaliar uma obra a partir de dois parágrafos completamente descontextualizados.

É claro que a personagem que diz aquelas frases foi alvo de uma construção física e psicológica ao longo do romance, e que quando o leitor lá chega já sabe que aquela personagem é uma besta.

Ainda assim, estou convencido de que quando o Valter Hugo Mãe escreveu “E a tua tia sabes de que tem cara, de puta, uma mulher tão porca que fode com todos os homens e mesmo que tenha racha para foder deixa que lhe ponha a pila no cu.” provavelmente não pensou: – É pá que fixe, isto está mesmo bom para ser lido por miúdos de 12 ou 13 anos.

 

Aliás, se há pessoa que seguramente dispensava esta polémica é justamente o autor que escreveu livremente a sua obra e que não merece ser usado como estandarte de ninguém porque se acha muito libertário (e muito menos ser condenado por ninguém que se julgue moralista).

Esta polémica até consegue ser mais parva do que o normal porque estalou já depois de ter sido resolvida.

Em bom rigor, este meu texto nem devia ter sido escrito.

Mas olhem, como já está, publique-se...

 

Clássicos da Literatura juvenil.jpg

 

 

 

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publicado às 17:51

Padaria Portuguesa-não obrigado.jpg

Confesso que sempre me fez alguma confusão o sucesso triunfante da Padaria Portuguesa e a sua capacidade de abrir lojas em catadupa em todas as zonas importantes (e caras) de Lisboa.

Lisboa sempre foi uma cidade polvilhada por excelentes cafés e pastelarias que apresentam uma diversidade de bolos tamanha que só um estudioso ao nível do doutoramento conseguirá conhecer-lhes metade dos nomes.

E em muitos desses sítios bebem-se cafés de qualidade com rapidez e atendimento simpático.

Cada um escolhe o seu spot, perto de casa ou do emprego, e as pessoas vão-se fidelizando à sua “casa”.

Na “minha” pastelaria, a Cristal na Buenos Aires, é frequente os empregados não cobrarem as miniaturas que servem às crianças.

Eu acho que tem os melhores pastéis de nata de Lisboa e defendo a minha pastelaria como defendo o meu clube – é como se fosse minha.

O serviço é atencioso, conhecem os clientes há anos e toda a gente se cumprimenta e respeita.

Todos nos sentimos em casa - é o comércio local no seu melhor...

Ora a Padaria Portuguesa é precisamente a negação daquilo que são os cafés e pastelarias de Lisboa: empregados em rotação, menor variedade, preço elevado e um serviço frequentemente demorado.

O sucesso da Padaria Portuguesa é para mim um completo mistério.

Desculpem a minha impaciência mas para beber uma bica eu não tenho pachorra para tirar a senha como se estivesse nas finanças da Loja do Cidadão.

De repente aparece esta polémica provocada pelas declarações de um dos seus responsáveis em que vem dizer que o que gostava mesmo era de poder despedir à vontade os trabalhadores, obrigá-los a trabalhar mais, deixar de pagar horas extraordinárias, etc.

Este chorrilho de barbaridades só vem reforçar a minha aversão ao “conceito” (como agora é moda chamar) da Padaria Portuguesa.

Eu já não gostava de lá ir – não me custa nada não voltar.

Pela minha parte este sr. Nuno Carvalho não precisa de esperar pela liberalização dos despedimentos; o seu negócio pode bem ir à falência que o “mercado” encarregar-se-á de absorver os trabalhadores da Padaria Portuguesa.

Com sorte alguns deles vão trabalhar para uma das (muitas) boas pastelarias de Lisboa, e pode até ser que venham a trabalhar com patrões que não têm como principal prioridade despedi-los.

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publicado às 14:50

Sobre as discussões recentes na Assembleia da República a propósito da criação de um feriado para o Carnaval, tenho a dizer o seguinte:

Nunca achei graça ao carnaval.

Não achava graça quando era miúdo e agora que tenho (4) filhos tolero-o apenas porque eles, não sendo especialmente adeptos, lhe acham alguma piada.

Gosto ainda menos dos carnavais institucionalizados, dos corsos e das sambistas enregeladas como se o nosso inverno fosse igual ao verão Brasileiro e a Bairrada fosse o Rio de Janeiro. Acho esses espetáculos particularmente tristes e poucas coisas me deprimem mais do que a imagem das matrafonas histéricas de Torres Vedras.

Mas isso é apenas a minha opinião pessoal.

Por essa razão, por não existir um especial conflito de interesses, sinto-me especialmente à vontade para escrever que acho que o Carnaval devia ser feriado.

Há duas razões a que sou especialmente sensível:

1 - Coincide com uma pausa nas actividades escolares e por isso é um momento possível de encontro da família (e todos sabemos como as famílias têm pouco tempo para se encontrarem nos dias de hoje).

2 - É importante para a economia regional de milhares de localidades que celebram e levam (muito) a sério essas festividades - algumas delas vivem quase o ano todo em função dos preparativos para essa festa.

Na prática o País pára por causa de feriados que não sabemos o que são nem o que significam e aos quais não se associa nenhuma celebração que justifique um dia sem trabalhar – faz todo o sentido que uma festa que envolve comunidades inteiras e muitas vezes obriga a fazer viagens seja motivo de feriado.

 

E não o digo por preguiça, só porque quero mais um feriado – de bom grado trocava dois feriados inúteis por este.

Acho que num País laico não fazem sentido os feriados religiosos, a menos que tenham sido adoptados pela comunidade.

É o caso evidente do Natal e da Páscoa.

Mas ninguém me consegue explicar porque é que um País tem que parar por causa da Imaculada Conceição, do Corpo de Deus ou da Assunção da Nossa Senhora. Se há pessoas que pela sua religiosidade especial querem celebrar essas datas e precisam de um dia inteiro, que o façam com os seus dias de férias – é o que todos fazemos com as nossas datas especiais.

Há pessoas que metem um dia de férias por causa do seu aniversário, do casamento de um amigo, etc. – é a coisa mais normal do mundo.

Aliás a comunidade católica deste País dá todos os anos vários exemplos particularmente reveladores de que não precisam do aval do Estado para manifestarem a sua religiosidade. Basta pensarmos nas centenas de milhares de pessoas que em Maio ou Outubro rumam a Fátima, durante vários dias ou só no dia 13, sem precisarem nem pedirem feriados para isso.

E é assim que deve ser; à priori o Estado não tem que se meter nos assuntos da fé.

 

Nós até temos poucos feriados.

Um País com 900 anos só celebra 3 ou 4 datas: o Dia da Liberdade que celebra o 25 de Abril de 1974, o 5 de Outubro (em que coincidem a assinatura do Tratado de Zamora em 1143 e a implantação da República em 1910) e o Dia da Restauração a 1 de Dezembro de 1640. São 3 feriados históricos para 900 anos de História.

É natural que algumas destas datas não tenham grande adesão popular. É normal que haja mais gente na rua a celebrar uma data histórica ocorrida em 1974 do que outra ocorrida em 1640. Mas faz todo o sentido que seja feriado a 1 de Dezembro pela carga histórica e simbólica da reconquista da independência.

 

Se o Carnaval não pode ser feriado porque isso afecta a nossa produtividade e o País não aguenta mais um feriado, então que se abdique dos feriados religiosos que são, objectivamente, vazios de conteúdo para a esmagadora maioria dos Portugueses.

Fazemos assim: vamos trabalhar no dia da Assunção da Nossa Senhora (desde logo porque um feriado a meio de Agosto é uma inutilidade) e no dia da Imaculada Conceição (Dezembro já tem outros feriados e não precisamos deste).

Em compensação passamos a ter o Feriado do Carnaval.

Parece-vos bem?

Então vamos votar.

Votos contra?

Nenhum?

A moção foi aprovada por unanimidade!

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publicado às 16:07

SOARES É FIXE

08.01.17

Soares é fixe.jpg

Mário Soares é uma das pessoas a quem os meus filhos mais devem, e apesar disso não têm a mais pequena ideia de quem ele seja.
Isso diz tudo sobre a sua importância histórica e sobre a forma como o seu legado se consolidou.
Nos anos '80 a minha prima Ana vivia em Itália e quando cá vinha no Natal dizia que uma das coisas de que tinha mais saudades era de ouvir o meu pai, inflamado, a dizer mal do Soares.
Era uma coisa de família.
Algumas das minhas adoradas tias mais soaristas até puxavam pelas virtudes do Bochechas (como ternamente lhe chamavam) só para verem o meu pai a eriçar-se.
Lá em casa sempre se gostou dele e sempre se disse mal dele.
Porque ele era contraditório e nós também.
No fundo sempre soubemos que ele era o maior, e sempre soubemos o muito que devíamos àquele bonacheirão que tantas vezes nos irritava.
Obrigado por tudo, Bochechas

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publicado às 16:25

Time.jpg

E chegou o momento tão aguardado de eleger a Personalidade do ano 2016.

Para mim a PERSONALIDADE DO ANO é a CATARINA ALMEIDA!

Depois de no ano passado me ter eleito a mim mesmo, achei que este ano podia parecer menos imparcial repetir a escolha.

Por essa razão resolvi eleger uma pessoa que conheci em 2016 e que me deixou (e continua a deixar) espantado com a energia, generosidade, bom-gosto, e se me ponho aqui a discorrer adjetivos não me calo.

A Catarina é mãe de 3 filhos e conheci-a por causa da sua página Happy Wife, Happy Life. Mas depois descobri que que para além dos dois full-times (no emprego e em casa) ainda criou o projeto Princess Pea, dedica-se a um outro negócio familiar (o Sr. Showriço) e ainda arranja tempo para o teatro amador.

Bom, a página Happy Wife, Happy Life está em banho maria (à espera que a dona tenha tempo) mas quem a seguia sabe que aquilo tinha potencial e os posts registavam uma adesão invulgar para o número de seguidores.

Já a Princess Pea é um projeto que têm mesmo que conhecer e que alia a produção nacional à ilustração portuguesa.

O que fazem é convidar ilustradores portugueses para desenharem objetos de uso quotidiano (das agendas aos guarda-chuvas passando pelos chinelos ou aventais) e o resultado é lindo.

São produtos 100% portugueses, giros que se fartam, e é uma pena que este projeto não seja mais conhecido.

Quanto ao Sr. Showriço serve as melhores bifanas que podem experimentar quando vão a um grande concerto, evento ou festival de música.

Em Paredes de Coura é a minha cantina (no Primavera no Porto intercalo com o pernil no Guedes por uma questão religiosa).

Mas atenção, a Catarina não é uma “gerente” distante; é uma mulher de trabalho.

Tão depressa está no atelier a congeminar a próxima peça da Princess Pea como vem à feira do livro vendê-las no seu stand, como na semana seguinte vai fazer pão com chouriço num concerto dos AC/DC.

E ainda faz teatro amador; sabem o que é que ela fez no Natal? Fez de burro no Musical do Shrek.

Esta mulher tem tanto tempo livre que ainda representa e canta um dos papéis principais de um musical (com tudo o que isso significa em termos de disponibilidade mental, tempo para ensaios, etc).

Tudo isto com um emprego, duas empresas e uma família numerosa.

Mas apesar da sobrecarga, a Catarina é a pessoa que vai abraçar qualquer projeto para o qual a convidem se o achar aliciante (sei-o por experiência própria).

E faz isto tudo com um sorriso e o ar de que tudo isto é normal.

Num País onde tantas mães-de-filho-único se julgam especiais só porque tiveram um filho e ainda se queixam de que não têm tempo para nada por causa da cria, a Catarina representa a energia, o optimismo e a humildade que falta às outras.

A Catarina é a maior!

Bom, por acaso o marido é uma joia e o filho mais velho é um amor (que é para a moça não ficar com os elogios todos para ela).

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publicado às 10:20

Jornal_i-Capa.jpg

O tema pode ser polémico mas eu estou de acordo com os miúdos do CDS – também sou pela abstinência sexual nas escolas.

Se querem sexo arranjem um quarto, caramba.

É que os tempos mudaram.

Agora o Íbis tem quartos por menos de 40€ (quem pode, pode).

Para além disso há imensos pais separados e as mães trabalham todas o que deixa muitas casas sem ninguém durante as manhãs e tardes (quem não pode, pode).

Já não faz sentido ter sexo na escola, seja atrás do ginásio ou num balneário vazio.

Deixem esses espaços para os miúdos que se estão a iniciar no bate-pé, ok?

Força Juventude Popular – gandas malucos.

Agora não sei é quem é que vai dar as aulas de abstinência.

Será que eles têm um filiado para colocar em cada escola?

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publicado às 15:31


O LIVRO

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