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VAMOS AJUDAR?!?

A Unicef só nos escreve muito de vez em quando.

Pelo Natal, a agradecer o apoio prestado e a pedir para o renovar, ou quando há merda da grande.

Tipo... merda tão grande que nem uma organização do tamanho da Unicef/ONU consegue reunir os meios necessários para acudir a uma emergência.

Em Myanmar existe uma comunidade, os rohingya, que não possui direitos de cidadania: estão impedidos de viajar sem autorização oficial, impedidos de trabalhar em instituições públicas ou privadas, impedidos de possuir terras e impedidos de aceder ao sistema de educação.

Sendo alvo de perseguições desde há décadas, esta comunidade começou a ser alvo de uma operação de limpeza étnica sistemática a partir de 2013.

Diz a carta da Unicef:

“A violência contra este povo empobrecido e perseguido há anos intensificou-se enormemente nas últimas semanas. Desde 25 de Agosto mais de 410.000 rohingyas, dos quais 260.000 são crianças, atravessaram a fronteira com a roupa que tinham no corpo.

Contam histórias horríveis de rapto, de morte, de casas incendiadas.

E o êxodo continua com novas chegadas todos os dias ao Bangladesh.

A maioria das crianças chega só com as mães, pois os pais ou estão desaparecidos, foram mortos ou ficaram em Myanmar, mas algumas chegam sozinhas. Para além da dor e do trauma que sentem neste momento, estas crianças estão expostas a doenças, fome, exploração, deixando-as num enorme estado de vulnerabilidade.”

 

Podíamos abrir um debate sobre responsabilidades e culpas, questões políticas, religiosas e étnicas, mas este não é manifestamente o local (nem o momento).

Neste momento há centenas de milhares de crianças num estado desesperado e nós até nos podemos queixar da inércia da chamada “comunidade internacional”.

Acontece que nós também somos a tal “comunidade internacional”.

Para que a comunidade internacional seja algo de que nos possamos orgulhar, podemos dar um primeiro passo: ajudar.

Façamos a nossa parte antes de nos queixarmos das falhas dos outros.

Todos temos um cartão multibanco e todos podemos contribuir consoante as nossas possibilidades.

Todos os donativos ajudam mesmo os que possam parecer insignificantes; a título de exemplo, se 84 pessoas oferecerem um euro (1€) a Unicef consegue colocar no terreno mais 20.000 pastilhas de purificação de água.

Por outras palavras, todos os euros ajudam a salvar vidas.

Em vez de nos queixarmos de que o telejornal só dá desgraças, vamos ajudar um bocadinho a minorar esta tragédia.

Vamos ser um bocadinho mais cidadãos e mais solidários – vão ver que depois de ajudar se sentem melhor.

Com sorte até vão querer fazer disso um hábito.

VAMOS AJUDAR?!?

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publicado às 18:28



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