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Pode!

Em primeiro lugar, deixem-me que vos diga, não confio especialmente nestas sondagens.

Eu não sou matemático mas quando me falam em sondagens com 800 ou 1700 entrevistas num País com mais de 300 milhões de habitantes, parece-me poucochinho (note-se que em Portugal, com 10 milhões de habitantes, se chegam a fazer sondagens com amostras de 1500 entrevistas).

À parte disso, é difícil de acreditar que em meados de outubro a candidata democrata tivesse 12% de vantagem e no espaço de uma semana o candidato republicano esteja à frente (mesmo que por 1%).

Em apenas duas semanas a candidata democrata já teve 4% de vantagem, 12% de vantagem e agora 1% de desvantagem.

Desculpem o meu cepticismo em relação às sondagens (todas da mesma fonte ABC/Washington Post) mas parece-me esquizofrenia a mais, mesmo para os padrões americanos.

Mas esta última sondagem que dá vantagem a Donald Trump tem o condão de agitar as águas e de fazer mexer a máquina democrata.

Com uma vantagem inédita de 12% nas sondagens a apenas 1 mês das eleições, os apoiantes de Hillary Clinton podiam desmobilizar por acharem que já estava ganho.

Há uma semana atrás a notícia era: estará a corrida fechada?

Lembram-se do primeiro referendo por cá sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez, em que as sondagens davam uma vantagem confortável ao sim, meio mundo foi para a praia naquele domingo e como resultado acabou por ganhar o não?

Pois... eu lembro-me.

Confesso que depois da divulgação do vídeo que fez Donald Trump esbardalhar-se nas intenções de voto se instalou um ambiente de excesso de confiança entre os democratas que me assustou.

Ainda bem que apareceu esta sondagem a dar vantagem ao Trump a uma semana das eleições.

Pode ser que os eleitores democratas voltem a ter medo e se mobilizem.

Como dizia o cartaz do filme A Mosca, be afraid, be very afraid...

 

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publicado às 17:37


6 comentários

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De nervosomiudinho.blogs.sapo.pt a 03.11.2016 às 18:21

Boa leitura, espero bem que assim seja. Mas o que me preocupa é que as águas que ele agitou, ficam. O discurso xenófobo e racista voltou em força, os que votam nele, no dia a seguir continuam lá. E estão a falar muito em pegar em armas e se não ganharem, saírem à rua no dia a seguir.
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De Fernando Caeiro a 03.11.2016 às 23:23

A verdade é que nunca imaginámos que um dia nos iríamos deparar com este cenário.
Com todos os seus defeitos, os EUA têm sido o lado bom (ou menos mau) do mundo bipolar em que nascemos e que entretanto se tornou unipolar.
Oremos...
(digo eu que sou ateu)
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De naousar a 04.11.2016 às 16:48

Parece-me claramente uma leitura válida... preocupa-me não obstante o resultado final... um é mau e a outra será melhor? A ver ver...
http://manaegemeas.blogspot.pt/
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De Fernando Caeiro a 04.11.2016 às 23:49

Muito honestamente, acho que o Trump é o melhor amigo/aliado que Hillary Clinton poderia ter.
Ela é tão má, representa interesses tão obscuros e inspira tão pouca confiança que só um verme como Trump a pode fazer sonhar com a Casa Branca.
À partida, qualquer outro candidato republicano mediano lhe ganhava.
Sem Trump do outro lado da barricada penso que ela não ganhava as eleições.
Mas isto são suposições.
A ver vamos...
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De Té GLP a 08.11.2016 às 13:44

Tens toda a razão... por isso se esbardalhou toda na altura das primárias há coisa de mais ou menos 8 anos com o Obama...

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