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Invistam 14 minutos das vossas vidas e ouçam o discurso da Michelle Obama na Convenção Democrata que decorreu esta semana.

O seu marido é, para mim, o mais extraordinário orador do meu tempo.

Mas com este discurso a Michelle Obama conquistou-me de forma incondicional.

Não sei se o fez de forma deliberada, se tem ambições políticas, mas pode ter-se posicionado na linha da frente para uma possível futura candidatura.

Mostra que é muito mais do que apenas uma 1ª Dama – é verdadeiramente um Presidente em potência.

Que colosso de discurso; assim não admira que os adversários a plagiem...

Num mundo às avessas, ouvi-la dá-me esperança e vontade de acreditar.

You go, girl!!!

(eu sigo-te...)

 

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publicado às 19:29

5 anos sem a Amy

25.07.16

 A Amy Winehouse deixou-nos há precisamente 5 anos.

Eu já me vou habituando à ideia, que remédio tenho eu, mas ainda a vou chorando porque volto à sua música regularmente.

Como toda a gente, passei boa parte da minha vida a venerar artistas mais velhos do que eu. É natural; quando se tem 16 anos os artistas que nos ajudam a crescer são todos um bom bocado mais velhos do que nós.

Depois chegamos aos 25/30 e já há gente da nossa idade a fazer (muito) boa música.

Mas a Amy foi um furacão raro, por todas as razões.

Porque levou a sua capacidade autodestrutiva até ao fim, e porque foi a única miudinha que rotulei como absoluto génio na minha hierarquia pessoal dos Deuses.

Há quem goste de lembrar o estado lastimável em que se apresentou em Lisboa em 2010, mas esse lado da sua história nunca me interessou. Mesmo nessas imagens eu prefiro recordar o espírito de irmandade da banda que tenta, com enorme sacrifício e profissionalismo, manter o espetáculo de pé (e mantê-la a ela de pé). Eu olho para as imagens do Rock in Rio e gosto ver um grupo de grandes músicos que tentam segurar a sua menina, numa demonstração de carinho e dedicação que me comove porque todos sabíamos o que se estava a passar.

A Amy era um anjo caído, aqueles músicos sabiam-no e faziam o que podiam para a amparar.

Mas para a lembrar em boa forma, a Amy Winehouse a sério, vou muitas vezes ver este vídeo.

É de 2007, ela já não é a menina que passeia o cão ma capa do Frank, já apresenta as suas imagens de marca (o cabelo, o swish, as tatuagens...) mas ainda está em plena posse das suas qualidades de absoluto génio.

E ainda tem o sorriso (às vezes triste), a pele de múda e os olhos grandes e curiosos de reguila.

E aquela banda maravilhosa que a acompanhou e amparou até à queda a fazer a festa à chuva.

Vamos lembrá-la pelo seu génio e pelo que ela fazia de melhor – a música.

A Amy morreu, viva a Amy!

Amy sempre!

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publicado às 14:15

Patti-Smith.jpg

No ano passado li o Just Kids da Patti Smith; foi o meu grande acontecimento literário do ano.

Agora comecei a ler a segunda parte da sua autobiografia, o M Train.

 

Quando morre alguém como o Bowie ou o Prince ou o Lou Reed ou a Amy Winehouse (ou outro à escolha) há quem se indigne perante a comoção dos anónimos, como se fosse preciso uma licença para ficar triste perante uma morte singular.

Há quem ache estranho que se desenvolvam relações afectivas com pessoas que não conhecemos pessoalmente como se isso fosse mesmo importante, como se conhecessemos de facto as pessoas com quem nos cruzamos diariamente.

Nós não ganhamos intimidade por osmose...

Acho que ao ouvir as canções, ao ler os poemas ou os livros, podemos conhecer melhor o seu autor do que muitos colegas de trabalho ou vizinhos que cumprimentamos todos os dias.

Eu sei mais da Patti Smith, do que ela pensa e sente, do que da maioria dos amigos que fiz no liceu ou na faculdade ou nos empregos que tenho tido.

É uma das minhas pessoas favoritas do mundo e gosto dela como se gosta de uma pessoa de família.

O amor também é isto.

 

 

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publicado às 18:14


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