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Vai-te Katar...

27.11.19

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Quando Joacine Katar Moreira disse que tinha ganho o lugar de deputada sozinha foi arrogante, quando alinhou numa lavagem de roupa suja do partido na praça pública foi incompetente, e quando justificou todos os problemas de comunicação apenas com as falhas dos outros foi irresponsável.

Para quem apenas agora chegou a estes palcos, não se pode dizer que a primeira impressão que deixou tenha sido boa.

Mas hoje Joacine Katar Moreira assumiu uma postura política assustadora.

Quando se pede uma escolta militar dentro do edifício do Parlamento para afastar os jornalistas de um deputado, seja ele qual for, cai a máscara e mostra-se a verdadeira face.

Se esta gente, ao fim de apenas um mês, já revela estes tiques de prepotência e de abuso de poder, imaginem o que seria esta gente a mandar.

Sendo apenas uma deputada, o caso pode parecer apenas ridículo.

Mas se esta Joacine, deputada há um mês, já se dá à arbitrariedade de mandar chamar a GNR para a “proteger” dos jornalistas, imaginem esta Joacine com poder.

Por estes dias a Joacine Katar Moreira consegue fazer com que o André Ventura pareça um menino do coro.

De uma coisa tenho a certeza: se o arrependimento matasse o Rui Tavares a estas horas estava a pedir orçamentos à Servilusa...

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publicado às 23:45

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Chernobyl é uma série belíssima.

Porque é irrepreensível do ponto de vista artístico e porque apresenta pela primeira vez ao grande público uma sequência trágica de acontecimentos que estava envolta em mistério.

Chernobyl é aterrador não apenas pelo risco das reações dos átomos (indiferentes a regimes ou religiões), mas sobretudo pela mistura explosiva entre nuclear e totalitarismo.

Acontece que Chernobyl não é “apenas” uma série sobre um desastre nuclear; é também um extraordinário retrato sobre o que é o comunismo (ou socialismo soviético ou o que lhe quiserem chamar), e sobre o que é viver num sistema assente na arbitrariedade, na prepotência e no medo.

Acabei de ver a série a poucos dias do nosso 25 de Novembro e por essa razão apeteceu-me evocar os que, naquele dia, arriscaram as suas carreiras e as suas vidas para que Portugal não se transformasse numa república popular de inspiração soviética.

Mas se neste dia costumamos recordar o papel decisivo de militares como Ramalho Eanes ou Jaime Neves, é também importante lembrar que os militares estavam respaldados por uma sociedade civil e por partidos políticos que tinham a mesma visão plural do mundo e da democracia.

Sobretudo nesta altura em que o PS está tão enleado em geringonças para se manter no poder que esqueceu o seu papel pioneiro na história da democracia portuguesa, importa recordar o PS corajoso de ’75, o PS de Mário Soares e do povo a encher a Alameda.

Há relativamente pouco tempo o meu pai contou-me que ele próprio chegou a trazer listas de militantes do PS para casa porque o receio de que a sede no Largo do Rato fosse tomada de assalto era real - ao fim do dia repartiam as folhas com os dados dos militantes por algumas pessoas de confiança que as levavam para casa, e assim não corriam o risco de ter as listas todas concentradas no mesmo local – porque se Portugal virasse mais à esquerda, quem estivesse naquelas listas estava em perigo.

Em minha casa as listas eram colocadas a forrar o balde do lixo (algo que na altura se costumava fazer com jornais antigos) na esperança de que se a casa fosse invadida talvez não fossem procurar ali.

Nem sei porque é que o meu pai levou 40 anos para me contar este episódio que só me deixa orgulhoso porque ele também lutou, também arriscou e estava do lado certo da História.

Hoje, 25 de Novembro de 2019, obrigado a todos os que em Novembro de ’75 fizeram cumprir Abril de ’74.

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publicado às 23:28


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