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BdC-cartoon.jpg

Não haverá por aí muita gente que goste menos do Bruno de Carvalho do que eu (como facilmente se percebe pelo texto que escrevi aqui).

Ainda assim, e independentemente do resultado das investigações e dos processos em curso, não gosto nada da imagem de uma “justiça” que se parece pôr em bicos de pés para dar nas vistas. Bruno de Carvalho já tinha afirmado a sua disponibilidade para ser interrogado onde e quando as autoridades judiciais quisessem.

Prendê-lo num domingo à tarde para ser ouvido dois dias depois é algo que para mim não faz sentido, a menos que seja explicado.

Fez-me lembrar a prisão do Paulo Pedroso há uns anos em directo em plena AR; na altura pareceu que o principal objectivo era mostrar o magistrado justiceiro quando seria perfeitamente possível levar o suspeito a depor e/ou prendê-lo sem aquele circo em direto nas televisões.

Desta vez, ou existia a suspeita fundada de que BdC poderia fugir do pais ontem à noite ou então poderia ser intimado a depor hoje (ou detido para interrogatório) - tudo o resto é excesso para consumo mediático que pouco enobrece a justiça.

E muito honestamente, a última coisa que me apetecia era que a figura mais sinistra da história do meu clube (e uma das mais sinistras da história recente do meu país) aparecesse agora no papel de “vitima”...

 

P.S. penso que o cartoon é  do Henrique Monteiro, aqui do sapo - eu só acrescentei as grades...

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publicado às 19:25


20 comentários

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Sarin a 13.11.2018

O agora arguido não o era aquando da sua disponibilização para prestar depoimento.

A Justiça pergunta quando entende reunir condições para perguntar, não exactamente quando uma pessoa relacionada com um caso se oferece para prestar esclarecimentos. Por outro lado, oferecer-se publicamente para prestar declarações num processo em que se é pessoa directamente envolvida apenas visa angariar publicidade positiva - e aparentemente funciona junto de algum público.

As circunstâncias alteram-se, e casos há em que os suspeitos têm uma postura colaborante apenas no início - não significa que seja o caso, mas existe a possibilidade.


Relembro ainda que foram efectuadas buscas e detenções simultâneas. Será legítimo supôr que os dados necessários para obter um mandado foram apurados recentemente, e que a simultaneidade não foi fruto do acaso.
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Fernando Caeiro a 14.11.2018

Tens razão em tudo o que escreves.
A ide dele ao DCIAP para ser ouvido sem ser chamado é uma infantilidade quase caricata.
Não se pede para falar com um magistrado no âmbito de uma investigação como quem vai à escola do filho pedir para falar com o Director de Turma...
Ainda assim pergunto-me se não seria possível notificá-lo e ouvi-lo noutros moldes, e emitir o mandato de busca para que as diligências fossem feitas.
O que permitiria que o visado não aparecesse agora aos olhos de muita opinião pública como vítima de um excesso de zelo por parte das autoridades judiciais (logo ele que andou anos a pregar a violência...).
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Sarin a 14.11.2018

Essa vitimização surgiria sempre, quer pela personalidade do envolvido quer pela exposição que sempre fez questão de ter.
Muitos adeptos do Sporting estarão incomodados por ter sido em dia de jogo, à noite, Domingo. Mas a detenção (ambas, aliás) deu-se na sequência das buscas, e estas ocorreram simultaneamente na Casinha - que em dia de jogo estará mais concorrida e, portanto, exposta.

Calculo - mas isto é conjectura minha - que num dia de jogo, e passado este tempo, os agora arguidos estariam bem mais confiantes e, por isso, descuidados, sendo mais genuínos nas reacções.
O risco de fuga não é o único motivo para detenção provisória - e a detenção de um sem o outro teria, eventualmente, dado tempo ao que o não fosse para reorganizar discurso perante novos dados.

A Justiça, com todas as suas falhas, tem efectivamente agentes que gostam do aparato da comunicação social; mas há ou pode haver muitos mais motivos, e todos lógicos e sustentados por várias ciências sociais e forenses.
A CS, como sabe, gosta de cachas e adora parangonas - e se não fosse "BdC detido a um Domingo" seria outro sensacionalismo qualquer do género; afinal, "violentos ataques de Alcochete" levanta logo duas questões: haverá ataque sem violência? qual a escala de violência que usam para adjectivar bombardeamentos, por exemplo? Isto para dizer que, se a detenção tivesse ocorrido a uma Segunda-Feira, provavelmente surgiria algures um "Justiça faz pausa ao fim-de-semana"... há quem viva disto, de apelar à emoção para vender. Tecnicamente, deveriam ser apenas os romances de cordel ;)

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